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quarta-feira, 16 de março de 2011

Simpatia pra criança falar

Gente, na maioria das vezes, nós mesmos é que tornamos difícil à criança se expressar, porque a atendemos naquilo que ela deseja, mesmo sem que ela diga as palavras - nós adivinhamos o que ela quer. Então, o primeiro olhar é sempre pra nós mesmos, porque a criança é reflexo do nosso modo de agir. Não tenham medo de choro! Por que os adultos hoje têm tanto medo de choro de criança? Não se abale com choro nem com birra. A criança nos testa a todo minuto e as armas que ela possui são o choro e a birra. Se queremos que a criança fale não devemos atendê-la nas suas reivindicações a não ser que ela pronuncie as palavras que ela sabe. Se ela não treinar pronunciá-las nunca vai falar bem. E tudo pode ser feito com bom humor e brincadeira. Diga com todas as letras: "não estou entendendo o que você quer. Fale para que eu possa atendê-lo." Se a criança não falar, não o atenda, mas diga: "Não consigo entender o que você quer."
É claro que você não vai deixar seu filho com fome, nem vai deixar de atendê-lo nas suas necessidades básicas, mas em todo o resto poderá forçá-lo a falar.
Não fale tati-bi-tati com seu filho. Pronuncie bem todas as palavras. Não fale com ele como se ele fosse um nenenzinho bobinho. Seu filho tem inteligência e percebe o que você faz e toda a sua fragilidade em lidar com ele. Sei bem disso - tive 3 filhos. Às vezes a gente tem que se fazer criança para entendê-los ou para alcançá-los; às vezes a gente tem que se fazer de forte para não ceder; às vezes não se pode rir, mesmo querendo rir. É importante prestar atenção e ver como funciona a inteligência deles: eles jogam com o nosso raciocínio, eles pensam em como poderão agir pra conseguir o que querem. Agindo assim estão nos mostrando que são inteligentes para alcançar seus objetivos.
A criança é o nosso espelho e muitas vezes os pegamos reproduzindo nossos tiques, nossas expressões corporais, nossa entonação de voz ao dizer determinadas coisas. E é muito interessante nos ver revelados neles porque muitas vezes nem nos dávamos conta de que agimos daquela maneira. Eles nos ajudam a nos enxergarmos e nos corrigirmos.
A simpatia é pra ser feita sete vezes. Isto significa que todas as vezes que for dar água pra criança essa água lhe será dada na concha - 7 vezes seguidas. Não importa quantas vezes ela tome água naquele dia. Também não importa se ela só pedir água 5 ou 6 vezes naquele dia. Recomece de onde parou no dia seguinte até completar as 7 vezes. Mais uma coisa que pode ser feita é pegar um barbante e medir o tamanho do pescoço da criança, sem estar apertado, é claro - depois, com esse barbante nas mãos, feita a volta do tamanho, elevá-lo em direção ao sol, pedindo a Deus que dê a ele o dom da fala. Basta uma única vez.
Depois me conta o teu sucesso!

quarta-feira, 9 de março de 2011

O pariri

A folha do pariri foi mostrada por mim numa outra publicação anterior sobre esse chá. Ela é fina e comprida. E fica avermelhada quando está seca e desidratada.
O PARIRI tem a propriedade de aumentar rapidamente as plaquetas do sangue, diminuindo a anemia rapidamente.
A casca de VERÔNICA tem o mesmo efeito, porém, também é cicatrizante e anti-hemorrágica.
Veja como usar o chá de pariri:
PARIRI – Bastam 2 colheres de sopa para um litro de água (se as folhas estiverem em pedaços). Ou de 3 a 4 folhas grandes. Os pequenos galhinhos também podem ser utilizados. Quanto mais secas as folhas, mais avermelhadas. Não ferva a folha. Ferva a água. Apague o fogo e jogue a água fervendo em cima das folhas. Abafe e deixe esfriar fora da geladeira. Beba ao natural, no lugar da água, o equivalente a um litro por dia, aos pouquinhos, de 2 em 2 dedinhos durante todo o dia. No dia seguinte repita novamente. Não deixe chá de um dia para o outro. Faça todo dia um litro bem fresquinho. E tome mais um litro de água por dia, ou suco, ou qualquer outro líquido ou gelatina.
VERÔNICA – A casca de Verônica pode ser simplesmente deixada em infusão; mas fervendo, o chá ficará mais forte. Se achar que ficou muito forte com 3 pedaços pequenos (do tamanho de uma falange do dedo indicador), faça com apenas dois. Do mesmo jeito, faça um litro e tome ao longo de todo o dia.

Assim poderão ser tomados um e outro, sem necessidade de interrupção. Tome durante 21 dias o pariri. Depois dos 21 dias há que ser feito um intervalo de pelo menos 7 dias, porque o organismo se acostuma e não reage mais ao chá. Assim, se as plaquetas estiverem ainda muito baixas, poderás alternar um chá e outro, não precisando interromper completamente.

Mas atenção: tanto o Pariri quanto a Verônica oferecem resultado logo a partir do terceiro dia. Portanto, cuidado. Talvez não seja preciso tomar por esse período tão longo de 21 dias. Faça o acompanhamento com os exames ao final do sétimo dia de tratamento com o chá. Se ainda não estiveres bem, após o exame faça mais uma semana e novo exame, e assim por diante no final da terceira semana - sempre controlando.

Tenho mandado pariri para muitas pessoas que entram em contato telefônico comigo. Tenho tentado ajudar um pouco essas pessoas. Nem sempre mando imediatamente porque meu orçamento não permite, mas sempre mando. Basta dar o nome e endereço para onde mandar que a explicação vai junto com a encomenda. E a oração também.

domingo, 23 de maio de 2010

Porque hoje é sábado

Porque hoje é sábado na Praça Batista Campos é que nós nos deparamos com um festival de cores e corpos suados desse verão que se anuncia forte. E veio o artesão com seus inocentes brinquedinhos de miriti e há crianças de pés no chão, e brincadeira com patinete e bicicletas pequenas para alegria de todos nós. E muitos sorrisos e olhinhos felizes inundaram a praça. A garça fez 'prier' para encantar a todos que passam. E o verde das barracas carregadinhas de coco enfeita nossos olhos. E eu, que me deslumbro com tudo isso, me ponho a fotografar de ângulos que ainda não haviam me seduzido, para alegrar também a quem, por acaso, passar por aqui. (as fotos entrarão posteriormente)

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Tapete cor-de-rosa

Entre princípio de maio e fim de junho, ao andar pela cidade, encontramos muitos jambeiros em flor. Normalmente essas árvores são podadas em forma de triângulo ou toda redondinha, como podem ver nas fotos,, e é muito lindo de observar porque elas nos dão verdadeiros tapetes róseos por onde quer que elas se encontrem, pintando de rosa nosso chão. E é um rosa intenso, vivo, que cai das flores do jambeiro, nessa época mesmo em que os frutos estão crescendo. Jambos há de todo tipo e tamanho - alguns exuberantes e polpudos, outros pequeninos, de um rosa bem clarinho, e sabor diferenciado. Nós aqui temos uma expressão que diz "morena cor-de-jambo" para as peles mais morenas das nossas caboclinhas faceiras.
Onde mais há tapetes cor-de-rosa em plena rua? Amo Belém!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Pedra de Lioz




Imaginem grandes, imensos e antigos navios, lá pelo século XVI e XVII, singrando o Atlântico, saídos da Península Ibérica direto para o Novo Continente Americano, carregados de... pedras!! grandes blocos de pedras douradas, compostas por um tipo raro de calcário que ocorre em Portugal, mais precisamente na região de Lisboa e arredores.

A Pedra de Lioz foi trazida para Belém não para erguer muros, museus, igrejas, fortes, palácios, escadarias, torres ou mosteiros, tão ao estilo português. Não, mas para dourar nossas calçadas e recobri-las por anos e anos a fio. Essas pedras, de todos os tamanhos, em que ainda hoje pisamos - cuidadosamente porque, molhadas pela chuva farta, tornam-se escorregadias e traiçoeiras - enfeitam a Belém do século XXI.
Essa bela pedra combina tão bem com a arquitetura antiga, bem assim com as casas com porão, enfeitadas com azulejos portugueses coloridos nas fachadas e sempre... sempre também com as frondosas mangueiras a amenizar o calor. Quando as raízes das mangueiras afloram da terra, as pedras sobem com elas, deixando-as respirar.
Antonio Gedeão, poeta português, observando trabalhadores que lidavam com a Pedra de Lioz, fez um lindo poema que pode ser lido na internet.

domingo, 25 de abril de 2010

Chora o Vento

Na minha casa o vento grita e chora nas janelas, ao som do Maestro Waldemar Henrique, nem sempre anunciando boa chuva. E agora, nesse clima todo mudado em que vivemos, esse vento forte faz voar telhas, sacos plásticos e muita poeira. Sacode as árvores como a brincar com elas e atormenta todas as aves. Passarinhos nem se arriscam - acredito que estejam abrigados em galhos de árvores bem fechadas de folhas, como os jambeiros, seguros em suas frágeis patinhas. Mas alguns ninhos não resistem e caem, assim como as mangas. Sim, Belém ainda é a 'Cidade das Mangueiras'. E depois de um vento assim, com certeza muitas há pelo chão, rolando no asfalto e na grama das praças.
Fim de tarde. Tudo fechado em casa. Acho que lá pelo Marco e Bengola a chuva já caiu. Aqui no Jurunas o vento começa a relaxar e apenas chuvisca, pois já vejo um que outro pequeno pássaro arriscando o vôo curto. É domingo de abril. As 'águas mil' do verso foram parar no sudeste do Brasil.
Agora os vejo em bandos, a voar ao vento, como crianças que saem depois da chuva, brincando com a liberdade, a correr felizes, aproveitando a claridade que se esvai de mais um dia na Amazônia de múltiplas cores, sons e verdes. Obrigada, Senhor! No nosso amanhã sempre vem o sol novamente, para nos renovar em esperanças e alegrias.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Chuva e Viagem

Hoje, 13 de novembro, última sexta-feira-13 do ano, depois de muitos dias de seca e muito calor, veio uma forte chuva amenizar o verão que se despede – dessas chuvas que lavam a alma, enchem a rua, refrescam.
Mas também foi um dia especial pra mim, que estou me preparando pra viajar, visitar dois dos meus filhos, que estudam fora do Pará. Vocês não imaginam o que é morar aqui e ir viajar. Todo paraense ou pessoa que já morou aqui e que conhecemos, sabendo que a gente está pra chegar, fica na expectativa das coisas boas que a gente vai levar. Na minha mala o que menos tem é roupa. Vou mesmo é carregada de bombons da Bombom do Pará, de vários sabores – cupuaçu, bacuri, buriti, açaí e tantos outros; sorvetes: de tapioca, de açaí, de taperebá... tudo da Ice Bode (amei esse nome de sorveteria); um peixe maravilhoso chamado ‘filhote’, camarão regional, pimenta de cheiro, mel de Ourém, biscoito de castanha do Pará, perfumes das coisas cheirosas daqui – priprioca, canela... E ainda tem as farinhas, o tucupi, o pato... Enfim, sempre é muito mais do que permite a empresa aérea em termos de peso, e pagar excesso é de praxe. E lá vamos nós, com malas, isopor, térmica, sacolas, tudo cheio da felicidade de ver os sorrisos de quem recebe essas riquezas inestimáveis - paraenses de coração. E a gente compartilha e chama os amigos e confraterniza e divide e fica feliz de ver todos provar um pouquinho, matar a saudade nos sabores, cheiros e delícias dessa terra abençoada.